Monday, April 11, 2016

Entrada 13: O pagador de promessas, Terceiro Ato

Rosa: Zé! Ouça o que digo. A gente devia ganhar a estrada agora mesmo. Neste minuto. (Dias Gomes, 139)

Durante a peça, Rosa e Zé têm dificuldades de se comunicar, mas neste momento, Rosa é explicita em fazer que ele a ouve, mas infelizmente ele continua no mesmo jeito. As pessoas sempre dizem que a comunicação é muito importante no casamento e Rosa e Zé estão mostrando por que. Já que Zé não ouve Rosa, ela vai para o hotel com Bonitão. Também eles não se entendem respeito a cruz e a promessa porque eles não se comunicam bem. Todos os problemos no teatro poderiam ser resolvidas mais rápido, mas Dias Gomes usa este problema de comunicação para mostrar como é importante ouvir as pessoas ao nosso redor.

Entrada 12: O pagador de promessas, segundo quadro

"Repórter: E imaginem a volta! A chegada à sua ciade, em carro aberto, banda de música, foguetes!
Zé: O senhor está maluco? Não vai haver nada disso.
Repórter: Vai. Vai porque o meu jornal vai promover. Só faço questão de uma coisa: que o senhor nos dê exclusividade. Que não conceda entrevistas a mais ninguém," (Dias Gomes, 84).

Dias Gomes usa o repórter para mostrar o egoísmo e ambição do ser humano. Nesta paisagem, o repórter não quer ajudar Zé. Ele só quer ajudar sua reputação com o jornal e com as outras pessoas. Ele não escuta o que Zé está dizendo porque está mais preocupada com a história do que qualquer outra coisa. Escutar e entender as outras pessoas é importante para ter uma relação boa com outros, mas quando alguém é como o repórter e só se importa a si mesmo, é difícil se comunicar e acaba nem se entendendo.

Entrada 11: O pagador de promessas, Primeiro Ato, Primeiro Quadro

Zé: "...Esse negócio de falar com santo é muito complicado. Santo nunca responde em língua de gente, não se pode saber o que ele pensa. E além do mais, isso também não é direito. Eu prometi levar a cruz até dentro da igreja, tenho que levar. Andei sessenta léguas. Não vou me sujar com a santa por causa de meio metro," (Dias Gomes, 28)

Eu gosto muito desta paisagem porque mostra a convicção que Zé tem para cumprir sua promessa. Dá para ver como ele é um pouco teimoso. Ele é determindo completar sua jornada e eu acho que ele tem razão de não desistir da promessa. Ele realmente acredita no milagre por seu burro, então é muito importante para ele completar tudo como ele tinha dito.

Também é interessante ver o que ele acha de fazer promessa com os santos. Ele nem sabe como falar com o santo, mas faz a promessa com a esperança e a fé que tudo daria certo. É interessante como ele não quer falar com a santa, só quer pagar a promessa. Eu sou grata que creio em revelação pessoal e sei como Deus fala comigo, principlamente nos momentos dificeis ou quando tenho que tomar uma decisão importante para minha vida.

Thursday, March 24, 2016

Connexão Cultural: Capoeira-crayon sobre papel 1974


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Pintor: Hectór Julio Paride (se chamava de Carymbé)
Data: 1974
Título: Capoeira-Crayon sobre papel

A capoeira faz uma grande parte da cultura brasileira e também aparece na peça de Dias Gomes. Ainda é comum ver rodas de capoeira nas praças ou em lugares espíficas para praticá-la. Nesta pintura de Carymbé, vemos uma roda típica com instrumentos típicos: birembau e pandeiro. As rodas de capoeira são comuns em Bahia onde Dias Gomes nasceu e influeciou ele de tal maneira que ele colocou uma roda de capoeira na peça dele e os capoeiros fazem uma para significativa no final da peça.

Sunday, March 20, 2016

Entrada 10: O morcego

O poeta Augusto dos Anjos usa a metáfora do morcego para mostrar como a consciência humana fica agitada e irrita a pessoa. O poeta fica chateado logo no início do poema quando o morcego entra o quarto. Ele descreve o morcego como a “bruta ardência” que significa que algo está quimando o poeta (Anjos 126). Estas palavras mostra como o morcego é um fardo e uma carga e não é uma coisa legal para ter na casa. O poeta quer tirar este fardo da casa, que é similar com alguém que quer tirar as responsabilidades que a consciência traz. Ter consciência às vezes é difícil porque alguém com consciência tem muito mais responsibilidade e tem um peso maior para tomar a decisão certa do que alguém que não tem uma consciência. O poeta usa a irritação com o morcego para mostrar esta dimensão da obrigação que a mente tem.
O poeta usa como o morcego se move no quarto para mostrar como a mente humana sempre está presente e não tem descanso. O poeta descreve como o morcego está voando “circularmente sobre a minha rede,” que descreve como a mente às vezes fica circulando com os mesmos problemas na vida e não tem descanso, nem a noite quando deveria descansar (Anjos, 126). Também o poeta descreve a sensasão de focar num problema ou num pensamento quando diz “minh’alma se concentra,” (Anjos, 126). Focar num pensamento só é muito difícil fazer porque tem que concentrar no pensamento e fazer esforço para pensar. A metáfora do morcego ajuda com essa descrição da mente porque o morcego é difícil tirar da casa, como os pensamentos são dificéis tirar da mente. Também o morcego voa em círculos que é aparecido como os pensamentos da mente porque muitas vezes eles não têm ordem nem significado mas continum frustrando a consciência.

Thursday, March 3, 2016

Entrada 9: Autopsicografia

"E assim nas calhas de roda / Gira, a entreter a razão / Esse comboio de corda / Que se chama o coração" -- Autopsicografia, Fernando Pessoa, página 165

Em nossa aula, nós falamos sobre o relacionamento entre a razão e o coração. Eu fiquei pensando em como nós sempre falamos que a nossa mente, ou a razão, é uma coisa seperada de nosso coração, mas realmente estes dois sentimentos vem do mesmo lugar porque nosso coração não consegue sentir nada. É interesante ver que não é só uma lingua que fala desse jeito, mas várias, basicamente todas. Então mesmo que não tem nenhuma coisa física do coraçõa além de ser um agente para ajudar nossa circulação, nós pensamos nele como a fonte de emoção.

Também fiquei pensando nas pessoas diferentes. A pergunta na aula foi se penso com meu coração ou com a razão. Eu realmente uso os dois para tomar minhas decisões, porque eu fico pensando por muito tempo antes de tomar uma decisão grande, mas ou eu começo ou termino com o sentimento, ou o "gut feeling". Por exemplo, ano passado, o tempo chegou para assinar um novo contrato com o apartamento, ou mudar para um outro lugar. Eu estava totalmente feliz com minha vida no meu apartamento, eu me dava muito bem com minhas colegas de quarto e tudo estava indo bem. Mas eu senti que precisava mudar. Mas eu não tomei a decisão no momento que eu senti. Eu pensei por algumas semanas eu falei com meus pais e minhas amigas e depois finalmente tomei minha decisão de mudar. Eu acho que se eu tivesse tomado a decisão logo depois de sentir que precisava mudar, não seria satisfeita e sempre teria dúvida se fosse a decisão certa. Mas porque eu usei os dois lados da minha mente, a emoção e a razão, eu fiquei feliz e soube que realmente era a decisão certa. Então eu realmente creio que quando tomamos as decisões precismos usar ambos a razão e a emoção.

Thursday, February 25, 2016

Entrada 8: "Ode ao burguês"

"Eu insulto o burguès! O burguês-níquel! / o burguês-burguês / A digestão bem-feita de São Paulo! / O homen-curva! O homem-nádegas! / O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, /  é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!" --"Ode ao burguês" Mário de Andrade, página 151. 

Este poema me tocou porque eu morei no coração de São Paulo e vi o burguês tratar os pobres com um jeito bem diferente do que o que encontrei no interior. Os paulistanos têm orgulho de viver em São Paulo, e não gostam das pessoas do interior. Eu vi os dois lados enquanto eu morava em São Paulo Eu vi o lado da riqueza e da pobreza. 

Foi interesante ver como o burguês realmente se achava melhor por causa de ter mais dinheiro e viver em São Paulo. Eu ouvi tantas vezes as pessoas falando mal do nordeste e das pessoas morenas. Realmente as pessoas são orgulhosos por fazer parte da burguesia e a classe alta. Mas sinceramente o lugar que eu mais senti o amor do povo brasileiro era nas casas dos mais pobre e da classe baixa. Eu amo São Paulo, mas eu não amo como as pessoas da classe alta tratava a classe baixa.