Thursday, February 25, 2016

Entrada 8: "Ode ao burguês"

"Eu insulto o burguès! O burguês-níquel! / o burguês-burguês / A digestão bem-feita de São Paulo! / O homen-curva! O homem-nádegas! / O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, /  é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!" --"Ode ao burguês" Mário de Andrade, página 151. 

Este poema me tocou porque eu morei no coração de São Paulo e vi o burguês tratar os pobres com um jeito bem diferente do que o que encontrei no interior. Os paulistanos têm orgulho de viver em São Paulo, e não gostam das pessoas do interior. Eu vi os dois lados enquanto eu morava em São Paulo Eu vi o lado da riqueza e da pobreza. 

Foi interesante ver como o burguês realmente se achava melhor por causa de ter mais dinheiro e viver em São Paulo. Eu ouvi tantas vezes as pessoas falando mal do nordeste e das pessoas morenas. Realmente as pessoas são orgulhosos por fazer parte da burguesia e a classe alta. Mas sinceramente o lugar que eu mais senti o amor do povo brasileiro era nas casas dos mais pobre e da classe baixa. Eu amo São Paulo, mas eu não amo como as pessoas da classe alta tratava a classe baixa. 

Thursday, February 18, 2016

Entrada 7: Círculo Vicioso

"Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme / 'Pudesse eu copiar o transparente lume'... Mas a lua, fitando o sol, com azedume: / 'Misera! tivesse eu aquela enorme, aquela / Claridade imortal, que toda a luz resume!' / Mas o sol, inclinando a rútila capela... 'Por que não nasci eu um simples vaga-lume?'" - Círculo vicioso Machado de Assis, página 130.

Machado usa personificação neste poema para destacar uma fraqueza humana: a inveja das outras pessoas que têm algo melhor ou têm uma vida melhor. Esta fraqueza faz que muitas pessoas não conseguem sentir felicidade e sempre têm ciúmes de outras pessoas. Lembra-me de um filme Midnight in Paris em que um homem vai para uma época no passado que ele pensava a melhor época no mundo. Nos anos vinte, ele conhece uma mulher que acho que uma outra época era a melhor, então eles viajam para esta outra época onde eles encontram outras pessoas que têm nostalgia no passado e o círculo continua. No final do filme, o protagonista pecebe que ele não deve viver no passado porque ele estava perdendo a própia vida dele pensando em  que outras pessoas fazem.

Machado também está mostrando este sentimento de perder a vida e se preocupar com as coisas que não tem em vez das coisas que tem. Realmente é um círculo: cada pessoa olhando para uma outra com inveja, desejando qualidades, características, ou coisas matereis em vez de ser feliz com as coisas que tem.




Entrada 6: Eternidade é logo ali

"-Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê... A vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da idéia de eternidade ou de infinito." --"Medo da Eternidade" Clarice Lispector, página 86

Esta crônica fala como a eternidade é assustador por algumas pessoas. No sentido da religião, é fácil falar que a eternidade é boa e como podemos viver com Deus para sempre. Esta crença nos conforta nos momentos difíceis porque é algo que nos dá esperança. Mas também eu sinto como a Clarice Lispector. 

Não tenho tanto medo do infinito como ela tem, mas tenho medo de fazer a mesma coisa para sempre. Quando eu li a crônica pela primeira vez, eu pensei em como eu reagiria se alguém dissêsse para mim que eu faria a mesma coisa para minha vida enteira e ficasse no mesmo emprego com as mesmas responsibilidades sem pensar em mudar. Eu ficaria com uma pressão da eternidade também. Eu pensaria como a pequena Clarice Lispector e a eternidade seria pesada para mim.

Friday, February 5, 2016

Entrada 5: Conto (não conto)

"Mas o que estão a imaginar? Isso aqui é apenas um menino--ou macaquinho--de papel e tinta. E, depois, se fosse de verdade, o menino poderia morrer mordido pela cobra. Ou etnão matar a cobra e tornar-se um homem. No caso do macaquinho, tornar-se um macacão...Mas nãos se esqueçam, são todos de papel e tinta..." -- Conto (não conto), Sergio Sant´Anna, página 71-72.

Como nós falamos em nossa aula, é diferente quando o narrador quebra o espeço entre a narração e nós, os leitores. Neste conto, o narrador está nos lembrando que o papel é algo que pode criar qualquer coisa, mas também o que existe no papel não é real. Na minha opinião, um autor de sucesso é alguem que consegue escrever de uma maneira tão real que nós suspendemos nossa descrença voluntariamente. Então é interessante que o Sant´Anna quebra este parede para nós.

Eu fiquei pensando nesta citação por muito tempo para tentar entender os varios significados do texto. Eu comecei a pensar na minha própia vida e como eu preciso parar o que estou fazendo para que possa olhar na situação. As vezes tem sitações na minha vida aparecidas com o menino ou o macaquinho estão em perigo. Eu fico tão preocupada com meus problemas que eu esqueço de dar um passo para atrás e pensar que o que estou passando é "apenas...papel e tinta." Meu mundo não vai cair com os problemas que tenho e ás vezes são tão insignificantes que esquecerei deles no futuro. Minha vida é como um papel: eu posso fazer qualquer coisa com ela.