"Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme / 'Pudesse eu copiar o transparente lume'... Mas a lua, fitando o sol, com azedume: / 'Misera! tivesse eu aquela enorme, aquela / Claridade imortal, que toda a luz resume!' / Mas o sol, inclinando a rútila capela... 'Por que não nasci eu um simples vaga-lume?'" - Círculo vicioso Machado de Assis, página 130.
Machado usa personificação neste poema para destacar uma fraqueza humana: a inveja das outras pessoas que têm algo melhor ou têm uma vida melhor. Esta fraqueza faz que muitas pessoas não conseguem sentir felicidade e sempre têm ciúmes de outras pessoas. Lembra-me de um filme Midnight in Paris em que um homem vai para uma época no passado que ele pensava a melhor época no mundo. Nos anos vinte, ele conhece uma mulher que acho que uma outra época era a melhor, então eles viajam para esta outra época onde eles encontram outras pessoas que têm nostalgia no passado e o círculo continua. No final do filme, o protagonista pecebe que ele não deve viver no passado porque ele estava perdendo a própia vida dele pensando em que outras pessoas fazem.
Machado também está mostrando este sentimento de perder a vida e se preocupar com as coisas que não tem em vez das coisas que tem. Realmente é um círculo: cada pessoa olhando para uma outra com inveja, desejando qualidades, características, ou coisas matereis em vez de ser feliz com as coisas que tem.
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